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PodCast Rádio Ciência. Culturas e religiosidades dos congadeiros da Estrada Real

Professora Vânia Noronha. Foto_Gláucio Santos

Congado, Reinado, Reisado ou Congadas. Você sabia que existem variações para esta expressão cultural presente em Mariana e Ouro Preto? Além de Minas Gerais, existem registros sobre o Reisado em Pernambuco, Bahia, Goiás, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, desde a colonização do Brasil. De acordo com a pesquisa “Histórias, estórias e memórias dos Negros do Rosário na Rota dos Diamantes da Estrada Real em Minas Gerais” o primeiro registro desta manifestação popular é de 1552. 

Os estudos sobre as memórias dos negros no contexto da Estrada Real foram coordenados pela professora Dra. Vânia de Fátima Noronha Alves, que atua no Departamento de Educação e no Departamento de Educação Física da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Em entrevista na sede da emissora, dia 5 de junho, para o PodCast Rádio Ciência, a pesquisadora fala sobre os aspectos históricos, sociológicos, culturais, religiosos e turísticos do Congado.

A pesquisadora alerta que muitas cidades não estão preocupadas com a manifestação cultural e que, em alguns casos, os eventos não são inseridos no calendário das festas. Em suas palavras, não é visto como um nicho de mercado turístico que pode ser explorado. A estimativa é que existam mais de 500 grupos de congado em Minas Gerais; em Belo Horizonte o quantitativo gira em torno de 40 agremiações. A docente comenta sobre alguns resultados de sua pesquisa:

Foi uma curiosidade que a gente encontrou.

As cidades não estão muito preocupadas com a manifestação.

Olhe aí o símbolo de resistência.

Os congadeiros fazem e mantém a manifestação, mas as cidades de um  modo geral - algumas até que sim, não reconhecem isso, às vezes nem coloca no calendário de festas das cidades.

Não contribui com a Guarda. Isso é uma queixa muito grande dos próprios congadeiros.

Não é um nicho, vamos dizer assim, de mercado turístico para as cidades. 

A professora Vânia de Fátima Noronha Alves fala também de Chico Rei, homem que foi escravizado ao ser trazido da África. De acordo com a docente, ele não é reconhecido pelas Guardas de Congado de Belo Horizonte, mas destaca que existe uma construção histórica na cidade de Ouro Preto que o considera um mito heróico na luta pela libertação dos escravos, de seus irmãos, no século 18.  A entrevista foi concedida ao jornalista Gláucio Santos, dia 5 de junho, na sede da Rádio UFOP Educativa, no Campus Universitário Morro do Cruzeiro. 

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Roteiro e Redação: Marina Martins e Gláucio Santos / Reportagem, Fotografia e Supervisão de radiojornalismo: Gláucio Santos / Captação de áudio, Edição e Sonoplastia: Simei Gonderim / Marina Martins é estudante de Farmácia da UFOP e atua como bolsista nos processos formativos da emissora. 

Você confere novos episódios às segundas-feiras, a partir das 8h, aqui no site da emissora.